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A passagem de joelho, também chamada de knee cut ou knee slice, leva um joelho através da coxa do adversário enquanto o tronco controla a capacidade dele de girar e recuperar a guarda. O movimento do joelho é apenas parte da passagem. O joelho interno do adversário, suas estruturas de braço e o pé que fica para trás determinam se o caminho está aberto.
A entrada começa depois que a guarda fechada abre
A passagem de joelho não resolve diretamente uma guarda ainda fechada ao redor da cintura. Primeiro é preciso chegar a uma relação de guarda aberta ou meia-guarda em que uma perna de passagem ocupe o espaço entre as pernas do adversário. Identifique então qual coxa pretende atravessar e qual perna ficará para trás durante o movimento.
Uma base com apoios desencontrados ajuda a direcionar o joelho sem lançar o corpo inteiro para a frente. Mantenha a outra perna disponível para equilibrar. Se os dois joelhos se aproximam e cedem, o atleta por baixo consegue afetar sua base com mais facilidade. Antes de cortar, verifique se o caminho não encontra diretamente um escudo de joelho intacto.
Resolva o escudo antes de comprometer o peso
O escudo de joelho é uma barreira entre os troncos. Avançar diretamente contra ele pode permitir que o defensor mantenha distância com o quadril livre para se mover. Controlar a posição do escudo e da perna inferior importa antes de tentar aproximar o peito.
Há várias maneiras de lidar com essa barreira; a escolha depende da altura dela e das suas pegadas. Estude uma versão definida, sem misturar fragmentos de demonstrações diferentes. O ponto útil é visível: o joelho do adversário deixa de bloquear a conexão do tronco e sua base continua estável. Se o escudo reaparece durante o corte, reconheça que o caminho fechou e reorganize a posição.
Conecte o tronco à direção da passagem
O atleta por baixo quer liberdade para virar de frente, conseguir uma esgrima ou recolocar um joelho entre os corpos. Uma conexão adequada no tronco limita essas opções enquanto o joelho atravessa a coxa. A esgrima do lado relevante é uma ferramenta comum porque conecta você ao ombro e ajuda a controlar o giro do defensor.
Não pense no joelho e no peito como ações separadas. Se o joelho avança, mas os ombros ficam distantes, sobra espaço para o defensor construir estruturas. Se o peito avança enquanto a barreira das pernas continua intacta, você pode apenas entrar em uma meia-guarda mais forte. Coordene os movimentos e mantenha pressão controlada, longe do rosto e da garganta.
Um pé preso significa que a passagem ainda não terminou
O joelho pode chegar ao tatame do outro lado enquanto o adversário ainda prende sua perna inferior. Trate isso como uma posição intermediária. Afastar o tronco com o pé ainda preso pode romper o controle superior e comprometer seu equilíbrio.
Mantenha direções compatíveis entre pé e joelho ao resolver a conexão restante das pernas; não torça uma articulação presa para forçar a passagem. Depois de liberar a perna, estabeleça um controle lateral estável e acompanhe a primeira tentativa de giro do defensor. No kimono, pegadas no tecido podem ajudar. No no-gi, a conexão depende da posição corporal e dos controles de braço.
Teste a passagem completa, incluindo a chegada
Dê ao defensor duas escolhas: reconstruir o escudo ou buscar a esgrima combinada. Sua tarefa é identificar qual barreira retornou e ajustar a sequência da passagem. Mantenha velocidade suficiente para perceber se a falha ocorre no joelho, no ombro ou no pé preso.
Na IBJJF, pontuar a passagem exige superar as pernas e estabilizar o controle previsto por três segundos. Por isso, apenas chegar ao outro lado é um ponto final incompleto para o treino. Registre qual contato falhou primeiro e se manteve a chegada diante do próximo movimento do defensor. Pratique com supervisão, pressão controlada e soltura imediata a qualquer desistência. Isso transforma um movimento reconhecível em uma habilidade posicional repetível.


